A cada porta que eu escolho abrir, esta teoria das portas se
prova mais real e tem mais sentido. Parece uma crença boa e decente pra acreditar,
mais saudável que a do peão de xadrez.
Quando abri a porta do “out of my life” pra um serzinho (um
dos poucos que sabia da minha teoria) , eu me deparei com uma sala escura, bem,
a parte que se torna mais tangente é que eu não sei exatamente o que tem nessa
sala, por isso ela é escura, e pra descobrir é como se eu precisasse acender um
interruptor, este interruptor se chama “tempo”, ou talvez ele chame “chopp
claro pra deixar as coisas mais leves”. Hahaha
Mas o que pode ter nessa sala escura? Um abismo? (vai que eu
morra amanhã, não sei), outras portas? (se eu estiver viva, certeza que serão
outras portas), mas quais? Será que existe uma porta certa? Isso eu tenho
certeza de que não, o certo e o errado nas escolhas da vida não são precisos.
Uma vez, um certo cuzão do caralho me disse: Taiane, quando você
diz sim pra uma coisa, você diz muitos mais “não” pra outras escolhas. Ai me pego pensando que quando digo não,
também, de forma louca, digo sim pra outras coisas. Porque o sim e o não são
portas.
Essa teoria pode não fazer sentido para você, ou para seu
estilo de vida, mas há quase um ano eu abri uma porta que mudou boa parte da
minha vida, abriu algumas oportunidades que eu jamais sonhei ter, quem me
conhece bem, sabe disso. Então a teoria de portas, faz sentido pra mim.
Eu não vejo como o filme monstros S.A, vejo além disso, vejo
como um programa de auditório dos anos oitenta/ noventa, acho que meu
pensamento de portas tem até a voz do Silvio Santos dizendo: Maoê qual porta
ela vai escolher? Valendo uma vida Taiane, qual a porta da sua vida?
E Panzzz, eu escolho e tudo vai acontecendo. (o Panzzz é o
barulho da porta abrindo).
As escolhas da minha vida me levam a lugares inimagináveis.
Sei que um dia uma porta será um abismo- o fim, a morte... Talvez uma porta de
luz, com alguém esperando dizendo: Game over!
Mas enquanto isso, sigo elegendo portas ao som de tic tac do
relógio e voz de silvio santos. MAOÊ!